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27/02/2011

Da edição 2000 do Expresso...

Comparações diversas entre 1973 e a actualidade.

- 58.650 era o número de estudantes do ensino superior em 1973. Em 2010 eram 383.627...

Isto é capaz de explicar muita coisa. Digo eu.

23/02/2011

E porque só se fala nisso...

Nos jornais, nos noticiários, por essa blogesfera fora...também eu me vou arrogar a dissertar um bocadinho...
E se ainda não adivinharam...mete a "famosa" música dos Deolinda (q ainda não ouvi) e a palavra rasca, já estão a ver onde isto vai, não já??

Ando assim a modos que a ficar um bocadito farta desta conversa da geração "à rasca", e de todos os comentários que ouço e leio.

Ah e tal que não temos dinheiro, ah e tal que não condições para sairmos de casa dos pais, ai que não posso fazer nada...ai, ai, ai...

Ora bem, quero apenas lembrar que na altura dos nossos pais as coisas também não foram fáceis.
Geração à rasca?

Eles também não viveram num mar de rosas. 25 dias de férias. Subsídios. Licenças. Direitos. Ordenados elevados. Não, eles (ou muitos deles) também não tiveram nada disso, durante muito tempo.

O meu pai chegou a aceitar um trabalho na construção civil, a carregar sacos de cimento, para conseguir pagar os estudos, - e as despesas da casa, na altura já com um filho nascido - à noite (sim, depois de um dia de trabalho duro), para conseguir uma vaga no Banco onde trabalhou até à sua reforma.

Recebeu mal, trabalhou muitas horas, e pagava a casa com muitas dificuldades. Mas safou-se, educou-me a mim e ao meu irmão e conseguiu assegurar uma reforma mais confortável para si. Pagou os nossos estudos até ao ensino superior, para termos uma vida melhor.

Naturalmente, e porque não sou acéfala, não digo com isto que devemos todos cruzar os braços e resignarmo-nos. Não, não é isso. Devemos protestar? Devemos sim senhora. Exigir melhores condições.

É injusto, cruel, aproveitador, abusivo...and so on, aquilo que se passa na nossa sociedade. As entidades patronais usam e abusam dos funcionários (muitos deles excelentes funcionários). E por isso devemos lutar. Até porque depois dos meus (dos nossos) pais já houve o 25 de Abril, chegaram os direitos, há um código de Trabalho há Tribunais...

Os tempos mudaram, e as condições deveriam ter mudado para melhor, é verdade. Mas digo apenas que não somos "a" geração à rasca. Não somos "pioneiros". Não nos elimina as dificuldades e a dor, mas não somos caramba.

Ai porque temos de viver em casa dos pais até não sei que idade. E antes??
Antes os nossos pais viviam com os pais deles (nossos avós), partilhavam uma casa com pais e sogros (geralmente na deles, na dos nosso avós).
Nem todos é certo, mas os que não o faziam também se viam à rasca para pagar a renda/prestação ao banco (e na altura os juros eram upa, upa), chegando até a alugar quartos a estranhos para ajudar a pagar a dita casa.

Viajavam? Não. Férias? Sim, na santa terrinha, para quem a tinha (na casa dos avós).
Iam ao cinema, ao teatro a concertos? Não. Não havia dinheiro para isso, tinham filhos (nós) para educar.
Compravam bens de luxos - telemóveis de € 300? ténis caros? malas caras? Não.
Jantavam fora? Não. Saiam à noite? Não, ou muito pouco pelo menos (e tendencialmente para fazer programinhas baratos).
Abdicaram de tudo isto para nos educarem e terem uma casa? Sim, abdicaram.

Volto a dizer, andamos diariamente à rasca, andamos pois. É um facto, uma realidade. Contamos os tostões todo o santo mês. Ando à rasca todos os meses, tal como boa parte das pessoas que conheço, mas não é uma situação inédita, não somos vitimas de uma atrocidade nunca antes assistida.
Não nos vamos armar em mártires e coitadinhos. Ai que somos "a" geração à rasca. Uma nova "estirpe".
À rasca já andaram os nossos pais, avós e bisavós.

Podemos não ter evoluído como desejado e esperado, e como muitos Países conseguiram fazer. Mas não somos "a" geração à rasca, somos quanto muito mais uma...

Se isso faz diferença, não sei...isto é só a minha opinião.

10/01/2011

E enquanto vejo a Judite de Sousa a entrevistar o Cavaco...

Só me ocorre dizer...

Eu não quero mais 5 anos de Cavaco, a sério, não quero mesmo.

06/01/2011

É o que dá viver em propriedade horizontal...

Filhos de uma grande p***

Giro é chegar a casa e descobrir que as camisas (quase novas) que eu deixei a estender estão todas machadas, 3 camisas, 3!!

Porque? Não sei, algum vizinho imbecil, decidiu estender uma merda qualquer que largava tinta a rodos. Graças a essa supimpa pessoa agora temos umas camisas lindas, para usar no Carnaval.

Já não me bastava o lixo que volta e meia me aparece na roupa estendida, agora isto.

A sério, porque é que esta gente não se muda para o Zoo. Não sabem viver em sociedade como pessoas civilizadas, e com respeito pelos outros, vão viver para a selva ou então para o car****

07/12/2010

Fosga-se mais quem inventou telemóveis com MP3...

Epá, sinceramente!
Bem sei que a culpa não é dos aparelhos, que por acaso, ocasionalmente, até dão jeito, mas sim das pessoas que, claramente, não têm a mínima noção do que é viver em Sociedade e respeitar os demais.

Mas não há pachorra para mitras selvagens que às 8 e meia da matina se metem a ouvir os seus telemóveis alto e bom som.

E não, não estou a exagerar. Bem pior dos phones que toda a gente ouve, é o telinho a bombar, sem phones...ah e com musica bem bonita, admito que não tão bonita como os selvagens a cantar, ou a tentar fazê-lo.

Sim, apanhei este cenário hoje no Bus - com algum espanto da minha parte admito, dado que o meu Bus geralmente até é muito civilizadinho - felizmente para mim, eu ia de phones (que aligeirava o som mafarriquento), mas fiquei com a ligeira sensação de que a malta já se ia toda a passar dado o número de vezes que olhavam para trás...

Imagino que ninguém tenha dito nada com receio de criar alguma escaramuça...

Olhem, sabem o que Vos digo, ou sabem viver em Sociedade, ou então deviam ir todos para o Zoo.
Fosga-se...

23/03/2010

Limpar Portugal

Ora aqui está uma iniciativa bem bonita!

No passado domingo cerca de 100 mil pessoas voluntariaram-se para ir limpar pinhais, matas, praias e outros que tais.
Foi de facto notável o trabalho destes voluntários que recolheram alguma coisa como 70 toneladas de lixo, haver esta quantidade de lixo por ai espalhada já não é tão notável...

Bem, mas eu que gosto de ser uma crente e uma optimista (tem dias, é verdade) gosto de pensar que eventualemente este tipo de movimentos e quiça o volume chocante de lixo recolhido, sirvam de alguma forma, para sensibilizar as pessoas e incentivar esta malta a ser mais asseadinha, era simpático da Vossa parte, sim!

Sinceramente acho nojento a malta que atira indiscriminadamente lixo para o chão. Ok, não sou nenhuma santa, também já atirei qualquer coisita (todos temos os nossos momentos menos felizes), mas ainda assim acho que existem limites, e despejar tudo quanto é trampa para o meio da rua é muito mau!
Existem cuidados mínimos que podemos ter e que seguramente estão ao alcançe de todos.

Qualquer das formas, e indo ao que verdadeiramente interessa, fica aqui uma grande salva de palmas - clap, clap, clap- aqueles que no domingo contribuiram para esta iniciativa! Well done! (como por acaso até conheço quem lá tenha andado, os nossos parabéns especiais pelo Vosso esforço)