




Agrada-nos a franqueza dos que nos apreciam. À franqueza dos outros chamamos insolência. (André Mourois)





Enviaram no outro dia um e-mail com um texto de João Pereira Coutinho, jornalista, achei-o bastante engraçado, e penso que vale a pena ler...
"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades.
Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas.
Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos.
Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar.
Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança
fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito.
É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho, as quecas de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac.
É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos.
A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade.
O que não deixa de ser uma lástima. Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que: o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"
Não obstante, claro que pessoalmente considero que cabe a cada um de nós dar o seu melhor para podermos atingir todos os nossos sonhos e objectivos...mas lá está, sem nunca esquecer que o importante é ser feliz!






Lei de Murphy
Grande Ideia!

INGREDIENTES 



(Foto: Jornal Público "Culminando semanas de protestos, entre 80 a cem mil professores manifestaram-se este sábado em Lisboa, numa iniciativa a que deram o nome de Marcha da Indignação. No final do desfile, o amplo espaço do Terreiro do Paço encheu-se de negro, a cor da roupa dos docentes em luto, e do branco das bandeiras dos sindicatos.")Em conversa com alguns amigos professores, que me colocaram a par do método de avaliação, parecem-me de facto descabidos alguns critérios que são tidos em linha de conta, tais como as notas dos alunos, o número de desistências escolares (ora um professor num bairro problemático ou no interior do País está claramente prejudicado por este factor), avaliação por parte dos pais, entre outras...
Eu concordo com a avaliação dos professores, e os professores que conheço partilham da mesma opinião, apenas acho que deveriam escolher melhor esses critérios de avaliação....
O comentário do nosso 1º Ministro à situação foi:
“As pessoas têm o direito de se manifestar. Mas era o que faltava se a acção governativa dependesse agora do nível das manifestações”, afirmou o primeiro-ministro. “Quem determina a acção governativa são os portugueses quando escolhem o governo. É bom que não nos esqueçamos disso”...no comments!!!